Segunda-feira, 3 de Janeiro de 2011

JSD FOMENTA PARTICIPAÇÃO DOS JOVENS DO CONCELHO

Com o compromisso e responsabilidade com que se assumiu, a JSD da Marinha Grande tem vindo a promover acções que têm primado pela prolificação de um elo entre a estrutura e os jovens do concelho.

Além de muitos outros projectos já desenhados, a JSD pretende agora colocar em marcha mais uma das suas concepções para o Município da Marinha Grande, esta direccionada sobretudo para os jovens que estudam fora do concelho.

Assim, a JSD tem em desenvolvimento uma moção (o texto anteriormente publicado) que pretende apresentar na próxima Assembleia Municipal ordinária através da Deputada Municipal Daniela Teixeira, Presidente da Mesa do Plenário da JSD.

Contudo, este é um projecto que pretendemos que abarque não só as ideias e anseios manifestados dentro da estrutura mas sim e muito mais, um projecto que pode e deve envolver as ideias de todos aqueles que nele queiram participar.

Neste sentido, o texto inicial desta moção encontra-se publicado já no blogue, sobre o qual a JSD quer ouvir os jovens do nosso concelho para que o texto final seja o mais representativo possível daquelas que são as suas preocupações.

Desta forma, a JSD acentua, uma vez mais, a sua determinação na tomada de decisões e posições coerentes e concordantes com os anseios de todos os jovens do seu concelho.

Ao longo do mês de Janeiro, estaremos a receber os teus contributos. Participa!

 

JSD Marinha Grande

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publicado por jsdmarinhagrande às 16:48
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Proposta de Moção da JSD

Reconhecendo a importância do fomento, por parte dos órgãos de poder local, da prestação de um serviço mais justo, mas actual e mais solidário com os jovens estudantes do nosso concelho, a JSD apresenta a esta Assembleia Municipal a seguinte moção:

CONSIDERANDO QUE:

Portugal atravessa hoje uma situação económica bastante débil;

A Marinha Grande não é alheia a este problema, sendo o aumento do desemprego uma realidade no concelho;

Corroborando as estratégias definidas já em sede de comissão europeia, assentes na aposta na inovação, na educação e nas novas tecnologias, “estratégia 2020”, a elevação do número de diplomados, a par de outras medidas ali definidas, deve ser um factor a ter cada vez mais em conta;

O mercado de trabalho tende a eleger para os seus quadros, pessoas com alto nível de qualificações literárias e académicas;

Contudo, e pela conjuntura de crise inicialmente aqui retratada, o número de jovens que não conseguem pagar as suas propinas tende a aumentar;

As instituições de ensino superior do país registam hoje um aumento das desistências de alunos;

Deve ser prioridade das autarquias a adopção de medidas adequadas para permitir aos alunos frequentarem e terminarem os seus cursos;

Aqueles que ainda conseguem subsistir a esta condição carecem contudo de auxílios extraordinários;

Devem considerar-se mais e ainda os modos de transporte utilizados, os tempos e custos médios gastos nessas deslocações, sendo que a proporção de utilização do automóvel nestas deslocações tem sofrido um aumento significativo nos últimos anos, acarretando esta utilização custos acrescidos para os utilizadores, sendo este aumento uma consequência da falta de oferta e qualidade dos transportes públicos e ainda um aumento dos níveis de poluição;

A observação dos movimentos pendulares entre local de residência e o local de trabalho e/ou estudo de uma determinada população contribui para o conhecimento das unidades espaciais envolvidas e constitui um importante instrumento no processo de tomada de decisão, quer a nível regional, quer nacional, sendo conhecidas as relações directas entre mobilidade, ordenamento do território e qualidade ambiental;

A queda e o adiamento da fecundidade, o aumento da longevidade, a intensidade e diversidade dos fluxos migratórios, o progressivo envelhecimento demográfico, os novos modelos familiares, a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, os grupos populacionais mais vulneráveis a situações de pobreza e discriminação devem ser factores determinantes na gestão autárquica dos municípios que queiram contornar estas situações;

Considerando a necessidade inevitável do crescimento de população residente no nosso concelho, nomeadamente a fixação de casais em idade fértil, a fixação de jovens qualificados, que prezem e elejam o seu concelho com maior primazia, que não esqueçam as suas raízes demográficas e que não elejam os seus locais de estudo para futura fixação de residência e aplicação dos seus tão honrados conhecimentos;

A Câmara Municipal da Marinha Grande deve prezar medidas que evitem estrangulamentos sociais e económicos que, na realidade, a lançam para um nível de qualidade de vida bastante aquém do desejável.

 CONSIDERANDO MAIS:

Que o afastamento dos jovens que estudam fora do concelho da Marinha Grande é um problema preocupante para as gerações anteriores, presentes e futuras;

Que os jovens estão alienados da vivência e da participação na vida e na economia do concelho, não só mas também, por motivos financeiros;

A JSD da Marinha Grande propõe a consideração e adopção das seguintes medidas por parte deste executivo camarário:

  • Criação e desenvolvimento de uma Newsletter que espelhe as principais notícias, eventos e realidades do concelho, de forma a evitar o desprendimento dos alunos que escolhem concelhos diferentes do da Marinha Grande para aprofundar e engrandecer o seu perfil académico;
  • Estabelecimento de protocolos com a rodoviária nacional, nomeadamente com a rede expressos, que visem a criação de condições casuais de mobilização, favoráveis à visita e à permanência provisória aos fins de semanas dos jovens do município, designadamente com a concessão de subsídios de transporte rodoviário;
  • Alargamento do horário da biblioteca e/ou criação de salas de estudo particularmente concebidas e orientadas para os jovens estudantes;
  • Criação de um gabinete de juventude que tenha como objectivo criar uma relação de proximidade com os jovens do concelho e constituir um ponto de encontro entre eles, promovendo, nomeadamente, a realização de um vasto rol de actividades culturais, desportivas, de lazer e de formação, aberto às sugestões e aos projectos dos jovens, fomentando assim e ainda a participação activa destes na vida do município.
  • Elaboração de estudo que promova a orientação dos jovens aquando das suas escolhas académicas, sendo impulsionada a dinamização de estágios dentro de empresas do concelho, a aproximação dos jovens ao mercado de trabalho, a vivência e a melhoria curricular dos nossos jovens, aproveitando as sinergias criadas pela realidade industrial e de serviços do concelho;
  • Dinamização de programas facilitadores para a promoção de posturas empreendedoras no sentido da construção dos projectos profissionais dos jovens com espírito activo e diligente, contemplando experiências formativas num contexto real de trabalho;

 

CONCLUSÃO:

Com a implementação das medidas ora sugestionadas, o Município da Marinha Grande seria ganhador;

Seria fomentado um triângulo estratégico orientado para diversos factores mas que honraria, primordialmente, o aproveitamento pelo concelho do bom que os jovens têm para dar à Marinha Grande;

Proporcionando logística, estrutural e financeiramente aos jovens a vinda habitual ao seu concelho, tomando consciência das suas vivências, o desenraizamento seria menos comum;

Os jovens primariam e teriam contentamento pelo uso dos seus conhecimentos, intervindo socialmente, melhorando a qualidade dos serviços prestados mas também um maior enriquecimento pessoal e profissional;

Seria facilitado o acesso ao primeiro emprego nas modalidades de criação do próprio emprego e de trabalho por conta de outrem, com o consequente e esperado aumento de postos de trabalho e resultante acréscimo do poder de compra, investimento e qualidade de vida dos nossos munícipes.

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publicado por jsdmarinhagrande às 16:43
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Quarta-feira, 12 de Novembro de 2008

Proposta Política Sectorial ao XX Congresso da JSD

Certificado de Qualidade

 

A boa educação é moeda de ouro. Em toda a parte tem valor.

Padre António Vieira
Pré-Escolar
Em 2007, 12% das crianças inscritas num jardim-de-infância público não teve vaga. Apesar das taxas de natalidade descerem vertiginosamente em Portugal, a actual rede pré-escolar nem assim satisfaz as nossas necessidades.
Já não é hoje necessário explicar a importância do pré-escolar. No entanto, é essencial assegurar que todas as nossas crianças têm acesso a jardins-de-infância. Naturalmente que não caberá apenas ao Estado fazê-lo. Aliás, mais importante do que a natureza do prestador é a garantia de que haja condições de igualdade e de apoio, para todos, no acesso a estes estabelecimentos.
Ensino Básico                                 
As sucessivas reformas educativas ajudam a explicar o falhanço educacional dos últimos anos. Se há matéria em que PS e PSD deveriam chegar a acordo seria, sem dúvida, a Educação. E as palavras de ordem têm que ser: rigor, exigência, excelência e reconhecimento do mérito.
Caminhamos no sentido oposto: no início do ano foram abolidas as provas globais do 9º ano; para 2010 pretende o Ministério da Educação obter 100% de aprovações na transição para o ensino secundário; o novo Estatuto do Aluno é um apelo ao absentismo.
Tudo isto está errado. Os alunos não querem facilitismo. Querem ser adequadamente avaliados, para que o seu diploma tenha valor. Mais do que provas globais, queremos exames nacionais no ensino básico. É um excelente instrumento para aferir da qualidade do sistema de ensino, para corrigir erros e para avaliar globalmente os nossos alunos.
Ensino Secundário
Hoje, o ensino secundário está completamente desfasado da realidade: os currículos e os programas estão obsoletos; apela-se ao laxismo com a redução da quantidade e da exigência dos exames nacionais; promove-se o facilitismo com uma crescente diminuição na carga horária; esquece-se uma das vertentes da Escola – educar para o Civismo e para a Cidadania.
Por isso propomos: uma readaptação dos programas, tendo em conta o mercado laboral e, nalguns casos, as especificidades da região; reabilitação dos exames nacionais que se têm tornado num mero elemento estatístico para reduzir o insucesso escolar – aumento do número de exames obrigatórios e equiparação do seu grau de exigência; reajustamento da carga horária; criação de uma disciplina de formação cívica, com uma componente política, ambiental, não esquecendo a educação para a sexualidade e para a prevenção de riscos.
Educação: os seus intervenientes
Ao longo dos últimos três anos, temos assistido a uma preocupante adulteração do papel do professor na Escola.
A avaliação dos professores, conceito essencial, foi pervertida: deprecia-se a componente pedagógica em detrimento da componente dirigista; baseia-se apenas nos últimos 7 anos de actividade dos docentes (“deletando” os restantes); adopta-se como critério de avaliação dos professores as notas internas dadas aos seus alunos. O Ministério da Educação transformou os nossos docentes em máquinas administrativas. Não há tempo para preparar aulas, nem disposição para ministrá-las: há que preencher formulários, fichas, etiquetas, etc.
Não deve ser este o paradigma. Urge devolver os professores à Escola, aos alunos.
O actual Ministério da Educação tem levado a cabo uma campanha de marginalização dos professores: a relação professor/aluno sai prejudicada e a frágil autoridade dos professores dá lugar à indisciplina e à violência dentro das salas de aula.
Conclusão:
O novo modelo de Congresso transforma cada proposta política sectorial num ponto de partida para uma discussão, visando o relatório final. Este foi o meu contributo.
Numa altura em que a crise financeira está na ordem do dia, façamos profissão de fé das palavras de Benjamim Franklin: “investir em conhecimento rende sempre os melhores juros”.

1ª Subscritora: Margarida Balseiro Lopes

publicado por jsdmarinhagrande às 22:42
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